Está na hora de respondermos às suas principais dúvidas sobre escoramento!

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Está na hora de respondermos às suas principais dúvidas sobre escoramento!

Você sabe o que é um escoramento? Com qual material é formado? Como ele é planejado em um projeto? Como é montado? Como é desmontado? Como é limpo? Etc. Para respondermos a essas perguntas e a muitas outras, iniciaremos hoje uma série de posts sobre escoramentos. Neste post, daremos uma introdução para garantir que você tenha uma ótima base sobre esse assunto, auxiliando-o em sua tomada de decisão . Vamos lá!

Primeiramente, o que é?

O escoramento é uma estrutura provisória que suporta uma estrutura permanente (lajes, vigas, pontes, etc.) até que ela seja autoportante, não apresentando deformações excessivas pré-estabelecidas por norma durante e ao término desse processo.

Então é o mesmo que cimbramento?

O escoramento pode ser visto como um cimbramento feito com montantes em escoras. Hoje em dia, escoramento e cimbramento tornaram-se sinônimos, uma vez que a palavra escoramento acaba sendo também utilizada para estruturas provisórias feitas com montantes em torres, multi direcionais e sistemas tubulares, não somente com escoras.

Como adquiro um escoramento?

O escoramento pode ser locado, comprado ou fabricado. A ROHR loca, vende e fabrica a sua linha de escoramento, uma vez que possui fábrica própria localizada no interior de São Paulo, que garante a alta qualidade do material em acordo com as normas brasileiras.

O que forma um escoramento?

A estrutura provisória conhecida como escoramento basicamente é constituída pelos seguintes elementos resistentes: montantes, vigas primarias, vigas secundárias e fôrmas. As vigas podem ser perfis, vigas mistas, treliças, vigas industrializadas, etc., podendo ser fabricadas em diversos materiais.

Como e quando devo escolher o sistema de escoramento?

A melhor opção é estudar e definir essa escolha durante a concepção do projeto da estrutura permanente. No entanto, não é essa a prática do mercado. Nesses casos, o ideal então é a realização de análises prévias, sempre comparando o preço da estrutura provisória  com a mão de obra necessária para montagem, desmontagem, manutenção e limpeza desse sistema a cada ciclo de concretagem. O projeto de escoramento deve ser parte integrante de uma proposta comercial, afim de possibilitar a análise completa dos equipamentos, evitando falta ou excesso dos mesmos, o que pode acarretar em custos superestimados ou, no oposto, subestimados, levando a empresa a ter novos custos para contratação dos materiais faltantes. Para facilitar essa decisão, o mais prático é elaborar um quadro comparativo com vantagens e desvantagens dos sistemas analisados, sem esquecer de avaliar os índices de montagem, desmontagem, manutenção e limpeza do sistema.

Vamos então detalhar um pouco mais sobre os montantes que fazem parte do escoramento?

Se analisarmos apenas o montante, o projeto pode ser elaborado com escoras, torres modulares, multi direcional, sistema tubular, etc. O montante pode ser fabricado em diversos materiais, sendo o aço, o alumínio e a madeira os mais utilizados.

As vantagens do montante em escora são: leveza, agilidade no processo de montagem e melhor adequação ao projeto, enquanto a desvantagem é a menor capacidade de carga (compressão) em função da flambagem da escora.

Resumindo, o montante em escoras é ideal para carregamentos não muito grandes (ex.: lajes e edifícios).

Capacidade de carga da escora x Peso da escora. Qual escolher?

Existem vários pontos a serem observados. A capacidade de carga da escora está relacionada com a área e a inércia na seção transversal da escora.

Analisando o mesmo tipo de material, no caso aço, nota-se que as escoras com maior peso normalmente possuem maior capacidade  de carga que as escoras com menor peso.

A pergunta agora é, para uma determinada estrutura, por exemplo, uma laje, utiliza-se uma escora com capacidade de carga maior, no entanto mais pesada, ou uma escora com capacidade de carga baixa, mas com um peso leve?

Deve ser analisado a quantidade de escoras necessárias, a logística do equipamento e a mão de obra utilizada na montagem, desmontagem e limpeza das escoras, pois apenas analisando esses itens em ambas as opções obtemos um preço global final que indicará qual a melhor solução.

Lembrando que a capacidade de extrusão do alumínio proporciona a elaboração de seções transversais complexas e variadas, possibilitando uma maior inércia com uma mesma área, tornado-a assim uma escora leve e de alta capacidade de carga ideal para a utilização em pé direito duplo. Mas essa é uma análise para os próximos posts.

Montantes em torres

No caso de escoramento com montantes em torres, o melhor travamento dos montantes com as travessas e as diagonais proporciona uma capacidade de carga maior se comparado com as escoras, com a mesma altura de escoramento, devido ao menor grau de liberdade dos montantes travados da torre comparado à escora.

No entanto, a torre diminui a capacidade de adequação ao projeto (interferencias), estando seu tamanho limitado aos elementos que a compõem, sejam quadros e/ou travessas e diagonais dificultando a implantação onde há muitas interferências.

Na utilização do escoramento, é fundamental a análise da estabilidade global da estrutura provisória antes de seu carregamento, ou seja, durante a montagem. Para isso, deve-se utilizar os “tripés”, que são peças que buscam dar estabilidade às escoras.

No escoramento com torres, além da capacidade maior nos montantes em função do travamento entre os mesmos, temos uma estabilidade do escoramento muito superior ao do escoramento feito com escoras.

O ideal é uma mescla de torres e escora, estabilizando a estrutura provisória principalmente quando está sem carga, sendo montada evitando acidentes, como a queda de colaboradores.

Vale lembrar!

Outro ponto importante é a verificação de esforços horizontais na estrutura que desfavorecem a capacidade de carga. Para isso, devemos analisar as normas pertinentes ao material que está sendo utilizado na estrutura provisória, exemplo: aço 8800, madeira 7190, etc., assim como a NBR15696, que determina critérios para a execução de escoramento e fôrmas.

Esperamos que esse primeiro post já tenha trazido para você muitas informações importantes. Aguarde as próximas postagens sobre escoramento!

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